Hackers dão dicas para você proteger sua vida digital

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cadeados

Como posso deixar meu celular e tablet mais seguro?

Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da F-Secure e especialista em segurança cibernética:

— Há quatro dicas fáceis para você proteger o conteúdo do seu smartphone ou tablete:
1 – Use uma senha para travar o aparelho;
2 – Configure o dispositivo para travar automaticamente após alguns minutos de inatividade;
3 – Instale um aplicativo antifurto que permita localizar, travar e apagar os dados do aparelho;
4 – Faça backups com frequência

Posso acessar meu banco online com tranquilidade?

Rogério Saran, cientista da computação e especialista em segurança digital

— Todo site de banco utiliza um sistema de segurança de tráfego que garante o sigilo dos dados recebidos e enviados pelo cliente. Esse sistema evita o “grampo” via internet das senhas e também garante que as informações financeiras não sejam expostas a terceiros.
Esse sistema usa uma tecnologia conhecida como SSL ou HTTPS. Para checar se você está protegido, basta verificar se o navegador traz o endereço do banco propriamente dito (www.nomedobanco.com.br) e se traz um cadeado, normalmente na barra inferior, indicando que a conexão é segura

Saiba mais: aprenda a usar internet banking com segurança

Desconfio que cliquei em um link suspeito e algum hacker pode ter instalado um programa malicioso no meu computador. O que posso fazer?

Wanderson Castilho, detetive virtual com mais cerca de 700 casos de crimes digitais desvendados

— Se a pessoa apenas clicou e não deixou instalar nada no seu computador existem grandes chances de não haver problemas. Caso tenha havido algum tipo de instalação no computador, a reinstalação do sistema operacional garantirá 100% que o programa espião seja eliminado

Hoje em dia, vários serviços essenciais (redes sociais, e-mail) estão baseados em computação em nuvem. Dá para aproveitar os benefícios da nuvem e manter a privacidade?

Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da F-Secure e especialista em segurança cibernética:

— Serviços baseados em nuvem são bastante úteis, mas eles não oferecem privacidade real. Uma vez que você armazenou seus dados em algum sistema de nuvem, você perdeu o controle deles. Você tem que confiar cegamente no vendedor. Além disso, os serviços em nuvem mais populares são oferecidos por empresas dos Estados Unidos. O que significa que as agências de inteligência dos EUA têm direito legal completo de acesso aos arquivos que estrangeiros guardam em tais serviços. Mas, quer você goste ou não, a nuvem chegou para ficar

Encontrei uma oferta incrível: um iPhone 5 por mais da metade do preço. Como saber que não se trata de um golpe?

Wanderson Castilho, detetive virtual com mais cerca de 700 casos de crimes digitais desvendados

— Conter a ansiedade é um fator importante para compras de impulso no mundo virtual. Em primeiro lugar, lembre-se que milagres não existem. Preço muito abaixo dos praticados no mercado são motivos de atenção e suspeita por parte do comprador. Antes de efetuar a compre realize pesquisas em sites de buscas sobre aquele tipo de oferta ou promoção. Se houver algo errado existirão queixas sobre este tipo de golpe.

Lembre-se de fazer contato direto para confirmar a oferta, anotando o nome e a data com quem falou. Erros de português e layouts diferentes dos originais do site da loja são indicativos de fraude.

Em caso de dívida não compre, pois 99% dos casos em sites falsos o consumidor não consegue reaver o seu dinheiro de volta tendo que amargar com o prejuízo

Leia mais: site falso oferece iPhone 5 por R$ 599 e engana internautas

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Acabei inserindo meus dados de cartão de crédito em um destes golpes. Como posso denunciar o acontecido e reverter a situação?

Rogério Saran, cientista da computação e especialista em segurança digital

— A Polícia Federal mantém um departamento para apurar essas denúncias. Se tiver problema com essa situação, envie o caso por e-mail para crime.internet@dpf.gov.br e não se esqueça de identificar com nome, RG e endereço para que possam dar o encaminhamento apropriado.

Se você entrou num site estrangeiro e completou uma compra pagando com seu cartão de crédito, há muito pouco o que fazer. Você pode tentar contato com seu banco, solicitando o cancelamento da operação com o cartão. O problema é que não há garantia de que o cancelamento seja possível, pois você informou o cartão e seu código de segurança, portanto, presume-se que concordou com o pagamento. Mas sempre vale a tentativa.

A solução segura é não comprar de quem não conhece.

Em grandes cidades, as conexões Wi-Fi estão disponíveis por todos os lados. Dá para se manter seguro nestas redes?

Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da F-Secure e especialista em segurança cibernética:

— Eu comendo usar uma VPN (sigla em inglês para Rede Privada Virtual: um tipo de conexão segura que usa protocolos de criptografia manter seus dados seguros) mesmo que você esteja conectado por Wi-Fi ou via outro tipo de rede não-confiável. A maioria das empresas já usa este recurso, mas alguns usuários caseiros precisam aderir a um serviço separado para aproveitar a proteção das VPNs

É possível usar as redes sociais com segurança?

Rogério Saran, cientista da computação e especialista em segurança digital

—A rede social é um megafone. A chave para a segurança nessas situações é lembrar que não sabemos quem está do outro lado da conexão. No Twitter, por exemplo, nada garante que o usuário que posta ou tecla é quem afirma ser. Nem quem opera os serviços tem meios para garantir as informações que cada pessoa dá quando cria sua conta

Leia mais: especialistas dão dicas para se relacionar na rede

Alguns ativistas da liberdade na rede mostram grande preocupação quanto ao monitoramento de dados por governos. Há algum tipo de defesa contra isso?

Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da F-Secure e especialista em segurança cibernética:

— Use criptografia para seus dados. Guarde-os para você. Pense sobre quanto você deseja se expor online no Facebook e em outros sites do tipo. Use o bom senso

O Brasil acaba de aprovar uma lei para punir invasões de computadores e dispositivos com até dois anos de cadeia. Pela sua experiência no tema, qual deveria ser a punição justa para invasores?

Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da F-Secure e especialista em segurança cibernética:

— A punição deve estar baseada no benefício que o criminoso teve. Compare um ativista que hackeia um site para praticar o deface [alterar seu layout] e postar sua mensagem de protesto com uma gangue de criminosos que usam trojans para roubar dinheiro de contas bancárias. Os ativistas não tem benefício pessoal algum, enquanto a gangue arrecadou milhões. As punições devem refletir isso

Leia mais: invasão de computadores passa a ser crime e pena chega até dois anos de prisão

 

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